Não havia celebração de aniversário e ninguém tinha levado comida: em entrevista coletiva nesta quarta-feira (18), pouco após receberem alta do hospital, os 12 adolescentes e seu técnico de futebol que ficaram presos em uma caverna na Tailândia deram detalhes sobre o caso que emocionou o mundo.5 esclareceram que adentraram a caverna Tham Luang, na província de Chiang Rai, ao norte do país, no dia 23 de junho.A intenção era passar uma hora e não havia nenhuma comemoração de aniversário, como a mídia divulgou anteriormente.

O grupo de adolescentes foi até o gruta depois de pedir ao técnico para conhecer o local após um treino.

De acordo com o depoimento dos garotos, à medida em que eles entraram no complexo de cavernas, a chuva fez com que o lugar ficasse subitamente inundado. Embora alguns pudessem nadar, outros ficaram presos.

Nenhum dos meninos havia levado alimentos e, por isso, eles tentaram não pensar em comida quando se deram conta de que não tinham como sair, para que não ficassem famintos. Eles beberam água das estalactites — formações rochosas sedimentares que se originam no teto de uma gruta ou caverna e crescem para baixo.

O técnico Ekapol Chanthawong também informou que, enquanto ainda não haviam sido encontrados pelas equipes de resgate, os meninos cavavam buracos para tentar escapar e paravam quando se sentiam cansados. Eles também fizeram orações para serem achados. Em um momento de descontração, um dos garotos afirmou que teve medo da bronca que levaria da mãe quando voltasse para casa. Aproveitando o ensejo, o grupo todo pediu desculpas aos pais pelo transtorno e preocupação.

Uma das horas mais emocionantes da coletiva foi quando os adolescentes e seu treinador falaram sobre a morte do mergulhador Saman Gunan, que morreu por falta de ar nas operações de resgate. “Nós nos sentimos muito tristes, e estou muito agradecido por ele ter se sacrificado para sairmos da caverna. Nos sentimos muito tristes porque somos a causa de ele ter perdido a vida”, declarou o técnico Ekapol Chanthawong.

Todo o grupo expressou sua gratidão às equipes de resgate especialmente da Marinha tailandesa. “São como pais para nós”, afirmaram. Ao serem questionados sobre a carreira que pretendem seguir, alguns responderam que desejam ser jogadores de futebol, enquanto outros disseram querer trabalhar na Marinha.

Fonte:R7

Edição:Thais Oliveira

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