A Paraíba tem mais de 500 mil residentes que não são alfabetizados. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) são referentes ao ano de 2015 e foram divulgados nesta sexta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o levantamento, das 3,069 milhões de pessoas com 15 anos ou mais de idade que moram na Paraíba, 2,543 milhões são alfabetizadas e 526 mil, não. Em relação a 2014, o número de pessoas não alfabetizadas aumentou 2,93%. No ano anterior, foram contabilizadas 511 mil pessoas nesta situação no estado. O número de alfabetizados, no entanto, também teve alta, de 1,31%. Desde 2001, o número de analfabetos no estado caiu 19,69%. O número de pessoas alfabetizadas, por sua vez, teve um aumento de 1,756 milhão para 2,543 milhões, o equivalente a uma alta de 44,81%. A pesquisa também levantou informações sobre os anos de estudo dos residentes na Paraíba. Segundo o Pnad 2015, 19,1% dos entrevistados completaram 11 anos de estudos. Outros 8,6% estudaram por 15 anos ou mais. No entanto, 15,4% não têm instrução ou têm menos de um ano de estudo. Fonte: g1 Edição: Caio Oliveira Data: 25/11/2016 Oito campi de UFCG e IFPB estão em greve contra PEC 55 e MP 746 Pelo menos oito campi de instituições públicas de ensino superior na Paraíba estão em greve, até esta quinta-feira (24), contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55/2016, que limitaria os gastos públicos à variação da inflação pelos próximos 20 anos, e contra a Medida Provisória (MP) 746/2016, que institui a reforma do ensino médio. Estão paralisados um campus da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), em Cajazeiras, e sete campi do Instituto Federal da Paraíba (IFPB), em João Pessoa, Sousa, Cajazeiras, Cabedelo, Guarabira, Areia e Santa Rita. De acordo com a Associação de Docentes da Universidade Federal da Paraíba (ADUFPB), os servidores e professores dos quatro campi da instituição votaram por rejeitar o indicativo de greve na quarta-feira (16). Porém, segundo a assessoria de comunicação do órgão, nesta sexta-feira (25) vai haver uma paralisação dos professores e servidores contra a aprovação da PEC 55 e a MP 746. No caso da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), segundo a associação dos servidores e professores (ADUFCG), apenas o campus de Cajazeiras está em greve, desde a terça-feira (22). Em assembleias realizadas na manhã desta quinta-feira, os professores dos campi de Campina Grande, Sumé, Cuité e Pombal/Sousa decidiram não aderir à greve. No resultado geral foram 246 votos contrários a greve e 77 votos a favor da paralisação e 15 abstenções. Apesar de a greve não ser aprovada, a paralisação desta sexta-feira (25) foi mantida pela categoria. O resultado da votação foi divulgado pelo diretor Associação dos Docentes da UFCG (Adufcg), Luciano Queiroz, e, segundo ele já era esperado, mesmo sendo contrário à recomendação feita durante uma reunião de setores, em Brasília que preferia que a greve fosse aprovada em todo o país. “Nós já tínhamos conversado sobre isso antes da votação, pois estamos no fim do ano e este não é um período apropriado para entrar em greve, tendo em vista o recesso nas universidades e também no congresso e senado. Além disso, na situação em que o país está, entendemos que uma greve apenas no setor de educação não seria suficiente”, disse ele. UEPB e IFPB Outra instituição que está com indicativo de greve é a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Segundo o diretor presidente da associação dos docentes e professores da instituição (ADUEPB), Nelson Aleixo, o indicativo foi aprovado no início de novembro nos oito campi da universidade. Uma assembleia geral está prevista para acontecer no início de dezembro para deliberar sobre os detalhes da greve que, segundo Aleixo, também envolve a pauta estadual da campanha salarial. O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB) é a instituição com mais campi em greve. De acordo com a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Básica, Profissional e Tecnológica da Paraíba (Sintef-PB), os campi de João Pessoa, Sousa, Cajazeiras, Cabedelo, Guarabira, Areia e Santa Rita estão em greve. Os outros 20 campi da instituição estão em estado de greve ou realizando mobilizações, segundo a diretoria. Até esta quinta-feira, não há indicativo de greve nos outros campi da instituição. Fonte: g1 Edição: Caio Oliveira

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